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terça-feira, 18 de maio de 2010

CÂNTICO XXVIII

Não fales palavras vãs.
Não interrompas o teu silêncio.
Não crias metáforas do absurdo.
Não te exaltes na tua inconsistência das coisas.
Não queiras ter o céu.
Não queiras o fel da terra.
Aproprias-te de ti mesmo
No teu silêncio puro e contido
De ser, em ti,
O teu próprio mundo desconhecido.
Perplexo de tédio.
Repleto de angústias.
Espectro de ânsias...
Não fales palavras vãs.
Não desperdiças o teu tempo
Nas mesmices cotidianas.
Voes bem alto.
Sejas (em ti mesmo)
O teu ser profundo
Nas idéias despercebidas
Do teu vulgo...

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