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quarta-feira, 23 de junho de 2010

CASTELO DE AREIA



 Abundantes sonhos
 Desfilavam sobre os caminhos

 A alegria minava a tristeza
 No embalo das noitadas de amor
 Onde as carícias prevaleciam às distinções

 O mundo era pequeno
 Como uma abóbora dos feirantes

 As necessidades se cruzavam
 E o alicerce das paixões arrebatadoras
 Acomodava a insegurança por dias melhores

 O relógio era um objeto de arte
 Decorando as paredes da inconsciência

 As malícias da vida material
 Não invadiam os suspiros dos amanheceres
 Na bolha viscosa da utopia dos amores impenetráveis

 Mas o castelo era todo de areia
 Que as águas verdes dos mares o afundaram:

 Silêncio de sonhos emborcados...

(por Fernando Gomes)



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