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quarta-feira, 30 de junho de 2010

EU NÃO PRESTO

Eu não presto
 E meus sonhos enovelados
 Nos concílios de estilhaços insondáveis

 Prisioneiro da ilusão
 O meu coração estraçalhado
 Explode no espaço sideral indistintamente

 Eu não presto
 Neste louco revoar literário
 Como uma membrana visceral nos trilhos

 Eu não presto
 E não funciono exceto na mente
 Como os gloriosos festivais de cantos surrealistas

 Desintegram-se imaginações
 E eu sofro de vícios no meu labirinto
 Em ingentes loucuras escarpadas umedecidas no tédio

 Eu não presto
 Na fragilidade das minhas dores
 E encoberto de trapaças cotidianas sou andrógino...

(por Fabiano Montouro)

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