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terça-feira, 29 de junho de 2010

PÓS-MODERNISMO

 Não me perguntem nada.
 Estou muito distante de todas as redondilhas,
 De todos os movimentos literários
o [abestalhados
 Que a crítica faz especulação...

 Quero apenas escrever os meus poeminhas
 Retratando a minha triste alma
 Em mágoas que são minhas
 E da minha palma.

 Não me perguntem nada.
 Sou o choro da madrugada esmamaçada de tristezas
 Corrompendo as transversais da agonia...

 Não quero nada.
 Não quero a posse das minhas adversativas.
 Eu quero o teu olhar de fada
 Nas minhas locuções adverbiais ativas...

 Não me perguntem nada.
 Não estou caminhando com as crendices,
 Estou enfurnado literalmente no meu insulamento
 Fazendo poesia: nada, além disso...

 Não quero nada!
 Não quero encabeçar uma fileira
 [de horrores indescritíveis...
 Quero, antes, a minha liberdade
 De não dizer nada além dos meus questionamentos
 Indomáveis e sedutores...

 Não quero nada.
 Não pretendo dizer nada.
 Quem sabe, então, eu possa te dizer tudo...
 De mim que sou quase o Nada...

 Não quero nada.
 Eu já perdi todos os meus sonhos...
 Não pretendo dizer mais nada.

 Não quero nada! Não quero nada! Não quero nada!...

 Quero apenas escrever
 Cem toneladas de LOUCURAS...

 Não quero nada...
 Quero nada...
o Nada...
o EUNADA...

(por Fernando Pellisoli)






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