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sábado, 12 de junho de 2010

SOBRE A DISTÂNCIA


É elástica a sensação
De absorver os quilômetros rodados
Sob a nervura da emoção.
A imensidão dos postos rodoviários
Denunciando o percurso descontrolado
Na tristeza do meu coração.
Nem o pronunciamento da tua voz,
Neste distanciamento chapado,
Transfigurando as minhas flores
Em dores demoníacas
- com o perdão da palavra inaudível...
Estás no teu Rio de Janeiro
Ou em Goiás?
Esta tua distância pérfida
É a cruz ordinária
Do meu calvário...




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