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domingo, 14 de fevereiro de 2010

MINHAS VÁRIAS MORTES

Morro todos os dias
Levado pela minha emoção derradeira

São tantos aborrecimentos
Que estendo minha face na morte permanente
Como se os sinos das igrejas não fossem mais badalar

Mas a cada amanhecer
Renasço envolvido na teia do meu sofrimento

Não sei se vivo ou se morro
Nas entranhas de um porvir desequilibrado
Onde o meu desejo insaciável de viver já esmoreceu

Mas em cada triste renascer
Vou tecendo o tecido desta minha eternidade

De morrer minhas mortes de renascimento

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