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domingo, 4 de julho de 2010

VERSOS TACITURNOS

 Lágrimas escorrem felpudas
 Rabiscando a minha escultura gelificada

 Luares torvelinhos assediados
 Desconhecem os meus anseios trogloditas
 Mumificando os meus sentimentos fantasmagóricos

 Tristezas escarpadas enredam-me
 Anunciando estações nubladas fatigantes

 Dores infindas me contorcendo
 Enquanto a humanidade anseia prazeres
 Como se viver fosse um festival alegórico carnavalesco

 Meus desejos de sepultamento
 Asfixiam as minhas mais preciosas emoções

 Sofrer agonizante inferniza-me
 Castigando a minha alma esfomeada de anseios
 Como se eu fosse um andrógeno desnaturado avultando

 Meus tristonhos sentires esfumaçados
 Alimentam o meu organismo sensorial alucinado

 E minha poesia dilata-se substancialmente...

(por Fernando Pellisoli)



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